DEUS VÊ A NOSSA DEVOÇÃO
Desde a gestação, meu marido e eu cultivamos o costume de consagrar nossos filhos a Nossa Senhora. Isto porque, bem antes de conhecê-lo, eu tinha ouvido a pregação de uma senhora na TV Canção Nova, conhecida por “tia Lolita”, que contava o seguinte:
[1] “Eu tenho cinco filhos. Em cada gravidez, eu chamava Nossa Senhora para ser madrinha deles: Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora da Imaculada Conceição, Nossa Senhora de Lourdes, Nossa Senhora de Fátima e Nossa Senhora do Rosário.
Quando a gente chama alguém para se madrinha do filho, o que essa pessoa fica da gente? Comadre! Então... Maria é minha comadre, gente! E o lindo é que ela quer ser comadre de todo mundo. Não é privilégio meu. Ela quer ser íntima”...
Inspirados nesse exemplo, consagramos nossos quatro filhos a Nossa Senhora, logo que descobrimos cada gravidez.
Pedro - Nossa Senhora de Caravaggio; Heitor - Nossa Senhora do Carmo; Lucas - Nossa Senhora de Guadalupe; João - Nossa Senhora Auxiliadora dos Cristãos.[2]“Quando te perguntaram que imagem de Nossa Senhora te dava mais devoção, e respondeste – como quem já fez bem a experiência – que todas, compreendi que eras um bom filho. Por isso te parecem bons (enamoram-me, disseste) todos os retratos da tua mãe”, São Josemaria Escrivá.
Nosso terceiro filho, Lucas - consagrado a Nossa Senhora de Guadalupe, após passar por uma delicada cirurgia cardíaca e um período pós-cirúrgico difícil, com oito paradas cardíacas, acabou falecendo – MAS NÃO EM QUALQUER DIA!
Lucas faleceu no dia 12 de dezembro — dia de Nossa Senhora de Guadalupe.
Lucas faleceu no dia 12 de dezembro — dia de Nossa Senhora de Guadalupe.
Coincidência? Definitivamente, não!
Deus poderia tê-lo levado em qualquer outro dia — durante a gestação ou durante o parto normal induzido - extremamente cansativo (pois não havia sido diagnosticada a gravidez de risco); ou durante os seus três meses em casa (sem nem imaginarmos que ele tinha algum problema); durante a cirurgia cardíaca (em que, por muito pouco não morreu); ou mesmo durante qualquer dia dos 3 meses em que ficou internado.
MAS NÃO!
Aprouve a Deus deixar-nos um sinal, levando-o no dia em que se celebra as aparições milagrosas de Nossa Senhora de Guadalupe, a quem o havíamos consagrado.MAS NÃO!

Imagem São José: @artigoscatolicos_variedades
Como fruto do tempo de oração na capela do hospital, durante a internação do Lucas, rezo mensalmente por cada filho a novena à respectiva Nossa Senhora e a São José.
Por fim, embora na pregação a “tia Lolita” cite Nossa Senhora como “madrinha”, eu reforço a eles que Nossa Senhora é a nossa mãe e que são consagrados a ela sob o título “tal” e, por conseguinte, São José é o nosso pai. Eles entenderam tão bem que o mais velho (Pedro, 4 anos) – questionado na escola sobre quantos irmãos tinha, disse: “Eu tenho 3 irmãos e duas mães; minha mãe Katiana e a mamãe do céu”.
“Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: ‘Mulher, este é o teu filho’. Depois disse ao discípulo: ‘Esta é a tua mãe’. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo”, (João 19, 26-27)
1º - Logo que descubro a gravidez, com o coração - em oração mental (com minhas próprias palavras) entrego-os a Nossa Senhora, a Jesus, à São José;
2º - Faço a recitação de alguma fórmula pronta da consagração como, por exemplo, a consagração, de São Luís Gonzaga, à Santa Virgem:
Ó minha Soberana Santa Virgem Maria, eu venho confiar-me ao vosso amparo seguríssimo, colocar-me sob a vossa proteção especial, lançar-me no seio da vossa misericórdia.
Hoje, cada dia e na hora da minha morte, vos recomendo a minha alma e o meu corpo. Confio-vos todas as minhas esperanças e consolações, todas as minhas angústias e misérias, assim como o decurso e o termo da minha vida, a fim de que, pela vossa santa intercessão e pelos vossos méritos, todas as minhas obras sejam dirigidas e dispostas segundo a vossa santa vontade e a de vosso divino Filho. Assim seja.
3º - Até o dia do parto rezo mensalmente a novena a Nossa Senhora do Bom Parto, na qual fiz uma breve reformulação, incluindo a frase “Desde já o consagro a Vós, minha mãe querida, sob o título de Nossa Senhora d........................”;
4º - Compro a imagem (a ser dada à criança) da respectiva Nossa Senhora e de São José;
5º - Faço uma vez por mês, para cada criança, a novena à respectiva Nossa Senhora e a novena São José.
FONTE:
[1] Pregação “A Ternura de Maria” - Tia Lolita
https://www.youtube.com/watch?v=E9lRM1TYAB8
[2] Livro "Caminho", São Josemaria Escrivá (ponto nº 501)
- Imagem São José: @artigoscatolicos_variedades
4º - Compro a imagem (a ser dada à criança) da respectiva Nossa Senhora e de São José;
5º - Faço uma vez por mês, para cada criança, a novena à respectiva Nossa Senhora e a novena São José.
Apenas a novena a São José é que faço uma só (mensalmente) para os quatro filhos (e ao meu marido).
Outra observação é que tanto na consagração quanto nas novenas - onde possível – troco determinadas palavras pelo nome deles. Por exemplos:
- Na consagração, onde lemos "venho confiar-me", eu troco por: "venho confiar o(a) fulano(a)"; "vos recomendo a minha alma" por "vos recomendo a alma do(a) fulano(a)"... e assim por diante.
- Na novena a Nossa Senhora de Caravaggio, onde se diz “nós o reconheçamos”, substituo por “o Pedro o reconheça”:
- “Ó Maria, Mãe de Deus, vós que ensinastes Joaneta a reconhecer Jesus Cristo, vosso Filho, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, fazei que também
nós o reconheçamoso Pedro o reconheça assim...”
Por fim, para facilitar a realização das novenas reuni-as em um único arquivo, imprimi e encadernei, intitulando-o como "Meu Caderno de Orações".
FONTE:
[1] Pregação “A Ternura de Maria” - Tia Lolita
https://www.youtube.com/watch?v=E9lRM1TYAB8
[2] Livro "Caminho", São Josemaria Escrivá (ponto nº 501)
- Imagem São José: @artigoscatolicos_variedades



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